Medicamento contra obesidade sem efeitos colaterais foi descoberto Os primeiros testes aconteceram com ratos
Pesquisadores indicaram que os ratos medicamentados com um remédio similar ao Acomplia, droga tida como promessa na redução de peso, ajudou na redução de açúcar e gordura no sangue dos bichos sem acarretar efeitos colaterais psicológicos. Os cientistas norte-americanos estudam agora como será aplicado no mercado.
Segundo as informações de especialistas, a droga tem como alvo os receptores canabinoides, ativados após o consumo de substâncias como a maconha, composta por estimulantes como o THC, porém não age no cérebro como o Acomplia, o que beneficia em muito o doente sem provocar os efeitos colaterais.
Para o tutor do Portal Educação, farmacêutico Ronaldo de Jesus Costa, a nova droga é esperança de medicamento seguro contra obesidade. "Muito similar ao rimonabanto, que foi retirado do mercado em 2008, em função dos riscos, a nova droga não apresentou os efeitos nocivos do rimonabanto, no entanto, não atingiu a mesma eficiência em redução do peso".
Os especialistas da agência National Institutes of Health, em parceria com a Universidade Northeastern, conseguiram impedir a ação do remédio no cérebro dos ratos, reduzindo o risco de patologias como depressão e ansiedade, problemas apresentados pelo Acomplia.
O desafio dos pesquisadores, agora, é que embora as cobaias não tenham perdido tanto peso com o novo medicamento na comparação com o Acomplia, esse experimento apresente resultados iguais quanto à redução de mudanças metabólicas ligadas à obesidade.
Hoje, nos Estados Unidos, onde a obesidade é considerada uma epidemia, o Acomplia nunca recebeu aprovação, porque o medicamento apresenta o despertar de desejos suicidas nos pacientes.
"Somente o fato de não apresentar os mesmos efeitos adversos no sistema nervoso central já inclui a droga em uma futura lista dos medicamentos mais consumidos (o que normalmente ocorre com medicamentos para obesidade), já que o uso desse tipo de medicamento foi erroneamente banalizado em todo o mundo", concluiu o farmacêutico.
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